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A GRANDE INIMIGA – APRENDA A ESCOLHER AS GORDURAS QUE TE INTERESSAM

A grande inimiga!
Aprenda a escolher as gorduras que te interessam.
 

Gordos e magros têm o mesmo número de células adiposas distribuídas por quase todo o corpo: 25 bilhões. A diferença é que, entre os primeiros, essas células apresentam-se mais infladas, seja por carga genética, seja pelo alto consumo de calorias.
 
Caloria, aliás, é uma palavra que entrou para a linguagem popular, mas quase ninguém sabe o que significa exatamente. Trata-se de uma unidade de medida. Uma caloria é, grosso modo, a quantidade de energia necessária para elevar em 1 grau Celsius 1 grama de água. Pois bem, cada célula do organismo contém o que seria uma usina encarregada de transformar substâncias provenientes de alimentos em energia. Massas, pães e carne vermelha, por exemplo, são grandes fontes energéticas (ou calóricas).
 
A energia que não é utilizada pelo corpo é estocada continuamente nas células adiposas sob a forma de gordura. Se esse processo é muito intenso, o desgaste celular é maior, propicia o aparecimento de doenças e diminui a expectativa de vida.
 
O tecido adiposo é uma reserva essencial e sua proporção correta foi estabelecida pelos médicos. No caso das mulheres, ele deve totalizar de 9% a 20% da massa corporal.
 
No dos homens, o mínimo é de 8% e o máximo de 18%. A maneira mais fácil de medir a quantidade de tecido adiposo é pela relação entre peso e altura. Já para verificar como a gordura se distribui pelo corpo, basta dividir o tamanho da circunferência da cintura pela do quadril. Dependendo das características dessa distribuição, os riscos podem ser maiores. As células adiposas mais perigosas são aquelas que se depositam no abdome. Recebem o nome de gordura visceral e são as maiores responsáveis pelo entupimento de artérias.
 
O excesso de tecido adiposo é, na maioria das vezes, fruto de uma dieta errada, baseada no consumo exagerado de carboidratos e comidas gordurosas. Mas há gorduras e gorduras. As mais nocivas e engordativas são as saturadas. De origem animal, elas se depositam com mais facilidade justamente na região abdominal e aumentam os níveis de colesterol ruim. São abundantes nas carnes vermelhas, nos queijos amarelos, na manteiga e nos ovos. O segundo grupo é o das poliinsaturadas, presentes nos peixes, no amendoim e nos óleos de soja e milho. E o terceiro, das monoinsaturadas, encontradas nos azeites de oliva e canola. Quando não consumidas em excesso, as poliinsaturadas e monoinsaturadas fazem bem. Entre seus benefícios, está o de aumentar as taxas de colesterol bom.
Fonte: VEJA Sua Saúde – 28/3/2001.

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