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QUANDO A COLUNA PEDE SOCORRO

QUANDO A COLUNA PEDE SOCORRO

Milhões de brasileiros se queixam de dor nas costas.

Para não ter um problema crônico, a chave é manter uma postura correta e NÃO CEDER ao sedentarismo.

Ao Sete de cada dez brasileiros sofrem de dor na coluna. É A principal queixa dos trabalhadores do país, o problema afeta  a executivos e operários, de profissionais liberais a motoristas de ônibus.
Na esmagadora maioria das vezes, a causa do martírio é erro de postura. Não sabemos como sentar, deitar e até mesmo andar sem submeter a maus-tratos a estrutura de 33 vértebras que sustenta a cabeça e a parte superior do corpo e se integra à bacia.

O confinamento nos escritórios e a falta de atividade física fazem tudo piorar. Uma pesquisa realizada com 8.000 funcionários de grandes empresas mostra que, em média, cada um permanece seis horas por dia sentado. Isso significa que, ao final de 35 anos de trabalho, eles terão passado seis anos sobre uma cadeira – e, o que é pior, raros dispõem de um mobiliário desenhado segundo os preceitos da ergonomia. Essa é a regra.
 
Também para os que se mantém em pé a condição não é favorável. A posição ereta faz com que a gravidade exerça uma tremenda pressão sobre os discos da coluna – os amortecedores que se localizam entre cada uma das vértebras.
 
Com o tempo, esses discos perdem a capacidade de reter água e, conseqüentemente, tornam-se mais finos. Faz parte do processo natural de envelhecimento. É por isso que, entre outras causas, um velho tende a ser mais baixo do que era na juventude.
 
A desidratação dos discos, no entanto, é acelerada pela má postura, que aumenta ainda mais a pressão sobre eles. O resultado é que as vértebras se atritam além da conta, produzindo um desgaste que se refletirá nos músculos que envolvem a coluna, obrigados a compensar o déficit de sustentação.
 
Esse processo todo causa dor e tensão nas costas.
 
Quando se tem entre 20 e 40 anos, a capacidade de recuperação da coluna, bem como a dos músculos que lhe estão próximos, é maior. As dores duram, no máximo, uma semana e podem ser curadas com a administração de repouso e massagens.
 
As lesões crônicas aparecem mais tarde. Para evitá-las, é preciso que a pessoa adote quanto antes novos hábitos posturais. Há outras medidas a ser tomadas.

 

Fonte Fonte: VEJA Sua Saúde – 28/3/2001.

 

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